Recruta nº32

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Recruta nº32

Mensagem  Diana E. Grint em Qua 22 Jun 2016, 16:35

RECRUTAS
* Alex Harrison
* Giselle Driver
* Marceline Abadeer
* Jack Sullivan
* Lucas Trindad
* Coby Swift

Eram 6.59 da manhã quando a sirene tocou.
- Já deviam estar aqui todos! - gritou um dos instrutores.
- Eu sei - rosnou outro em resposta - deixa-os chegar.
O complexo assimilava-se a vários outros já montados na Cherub para treinos: uma vedação alta que terminava em arame farpado rodeava todo o campo no qual se encontravam algumas tendas e o que se parecia com uma pista de obstáculos (percursos de cordas, fossos, paredes para escalar, tuneis para rastejar, ...)
- Oh... chegou a primeira flor - gritou um dos recrutas - estás atrasado! E os teus colegas ainda mais!
Mal terminou a frase um segundo recruta chegou.
- Maravilha - continuou o instrutor - os dois, de prancha já! até todos os vossos colegas chegarem!
À medida que iam chegando todos os recrutas acompanhavam os restantes no exercício até que o ultimo recruta chegou.
- Bom dia minha flor - disse um dos instrutores - dormiste bem? queres um café. um bolinho?
A cara de surpresa do recruta mudou mal avistou os colegas numa posição não muito confortável.
- É... - continuou o instrutor - Eles estão assim porque te atrasaste. A culpa é tua. Espero que eles te odeiem. Vocês! - disse virando-se para os restantes - levantem-se, temos muito para fazer!
Assim que todos os recrutas estavam alinhados foram dadas as ordens:
- Têm de completar o percurso 10 vezes. ida e volta conta como 1 vez, espero que se divirtam, e que não tenham os musculos atrofiados de mais para isso.

_________________________________________________________________________________
Não existirá ordem de postagem, contudo, todos os recrutas devem estar a par de que a recruta corresponde a 100 dias que para efeitos reais decorrerá em 7 dias. Espera-se portanto que em 7 dias todos os desafios sejam concluídos. (não existe propriamente obrigatoriedade de uma publicação diária, podem fazer as publicações que bem entenderem desde que não façam duas publicações seguidas).
Sejam criativos, neste caso, por exemplo, o percurso não foi inteiramente definido para que vocês possam tomar proveito da situação, contudo, sejam coerentes com as publicações dos vossos colegas.


Última edição por Diana E. Grint em Dom 26 Jun 2016, 19:54, editado 1 vez(es)

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Re: Recruta nº32

Mensagem  Alex Harrison em Qua 22 Jun 2016, 18:06

A recruta era uma coisa que me atormentava desde a minha chegada á CHERUB. Todos os que já a tinham feito diziam que era dura e que iriam ser os 100 piores dias da minha vida. Mas eu estava determinado a passar á primeira. Devido ao treino feito na noite anterior, acabei por me atrasar. Quando cheguei ao complexo da recruta, percebi que tinha sido o primeiro a chegar. Um dos intrutores disse que eu estava atrasado, e que os outros recrutas estavam mais, mas mal acabou de o dizer, chegou outro recruta, que eu não conhecia. Acabámos a fazer a prancha, uma coisa à qual eu me tinha habituado na escola militar. Aos poucos foram chegando os outros recrutas, juntado-se a nós na prancha. Mal o último recruta chegou, nós levantamo-nos e recebemos ordens dos instrutores para fazer um percurso 10 vezes, sabendo que uma vez era ida e volta. O percurso tinha cerca de 100 metros de lama, 20 de água até ao meio de um lago em que tínhamos de agarrar uma corda e subir por ela até uma plataforma estreita com 2 tábuas, uma para cada sentido que nos levavam ao chão para mais 100 metros de lama. Comecei imediatamente apesar dos meus músculos dizerem para eu não o fazer.

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Re: Recruta nº32

Mensagem  Coby Swift em Qua 22 Jun 2016, 18:47

Cheguei rapidamente ao complexo da Recruta às 7:02 da manhã. Felizmente, ainda só tinha chegado o Alex. O instrutor mandou-nos aos dois fazer a prancha e disse que só podíamos parar quando todos os recrutas chegassem. Eu sabia que o instrutor só tinha dito aquilo para fazer com que odiássemos os nossos colegas, mas mesmo assim fiquei zangado por termos de estar a fazer exercícios se tínhamos sido os primeiros a chegar! Quando já todos os querubins chegaram, o instrutor mandou-nos fazer o percurso 10 vezes. No início tínhamos de passar por 100 metros de lama com arame farpado que com o mínimo movimento brusco podia rasgar as nossas roupas. Depois tínhamos de subir para uma plataforma e atirarmos-nos a um lago lamacento para tentar chegar a uma corda que nos levaria a uma plataforma 5 metros acima do chão, onde tínhamos de passar por tábuas estreitas até chegarmos às escadas que davam para outros 100 metros de lama com arame farpado. Só depois disso tudo é que chegávamos ao fim. E tínhamos de fazer o percurso 10 vezes! No final, o meu corpo estava a tremer tanto e tão gelado que pensava mesmo que ia desmaiar. Depois de todos terem feito, o instrutor disse com um sorriso maquiavélico:

-Oh, vou ter tanto prazer de destruir os vossos corpinhos durante 100 dias. E isto é só o início!

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Re: Recruta nº32

Mensagem  Jack Sullivan em Qua 22 Jun 2016, 21:03

Eram 6:57 quando Jack acordou da sua última noite naquela cama tão confortável. Este era o primeiro de 100 horríveis dias que iriam provar se ele estava apto ou não para as tão desejadas missões.
Quando realmente caiu em si e apercebeu-se das horas quase que ia ter um ataque... Tinha 2 minutos para comer, vestir-se e chegar ao complexo. Começou a sentir-se mal disposto só de pensar no que o esperava.
Não tinha uma prespetiva da recruta mas toda a gente falava imenso dos horrores que lá tinham passado e Jack acabou por ficar bastante receoso. Agarrou num pão e num pacote de sumo que tinha mais ou menos à mão e olhou para o relógio outra vez.
Não posso chegar atrasado logo no primeiro dia...  Os instrutores vão passar-se. ia pensando quando pegava na roupa da recruta e na comida e saía de boxers para o corredor.
Ouviu risinhos de duas raparigas mas decidiu ignorar. Quase de certeza que iria ser treinado psicologicamente na recruta e tinha de manter-se calmo.
Quando faltava aproximadamente um quilómetro para chegar ao complexo, Jack, já totalmente vestido, calçado e alimentado, ouviu uma sirene.
Correu como um desalmado, odiava chegar atrasado... Tinha colocado dois despertadores e tinha-se deitado cedo para acordar cedo também.
Ao aproximar-se assustou-se um pouco mas estava determinado em não o mostrar. Olhou de relance para o cenário em que se encontrava: estava dentro de um complexo com uma alta vedação que rodeava todo o campo e terminava em arame farpado. Já lá dentro, encontravam-se algumas tendas e uma espécie de pista de obstáculos composta por fossos, túneis, percursos de corda, paredes para escalar, distâncias enormes para saltar...
Jack engoliu em seco quando entrou e ouviu:

- Oh... chegou a primeira flor, estás atrasado! E os teus colegas ainda mais!

- Maravilha - continuou o instrutor - os dois, de prancha já! Até todos os vossos colegas chegarem!

Apercebeu-se que era o terceiro a chegar e não estava satisfeito consigo próprio nem com o que estava a fazer os outros passar...
Colocou-se em prancha junto aos dois parceiros e arcou com as consequências do atraso.
Os outros chegaram uns cinco minutos depois e um dos instrutores gritou na cara do último:

- Bom dia minha flor - disse um dos instrutores - dormiste bem? Queres um café. Um bolinho?

O recruta ficou surpreendido por nos ver sofrer mas o instrutor não mostrou compaixão, tal como seria de esperar.

- É... - continuou o instrutor - Eles estão assim porque te atrasaste. A culpa é tua. Espero que eles te odeiem. Vocês! - disse virando-se para nós - levantem-se, temos muito para fazer!

Levantou-se o mais depressa que pôde, seguido pelos outros que se alinharam consoante Jack.

- Têm de completar o percurso 10 vezes. ida e volta conta como 1 vez, espero que se divirtam, e que não tenham os músculos atrofiados de mais para isso.- Gritou esboçando um sorriso que determinou Jack. Não ida dar ao instrutor o prazer de gozar com ele. Além disso, estava mais do que preparado...

A primeira fase do exercício consistia na passagem de 100 metros de lama com arame farpado. Na segunda, os recrutas tinham se subir uma plataforma de 6 metros de onde se iriam atirar, posteriormente, para um lago lamacento para chegar a uma corda. A seguir, ao subirem essa corda, encontrar-se-iam numa plataforma, a 5 metros acima do chão, onde era suposto passarem por tábuas estreitas até chegarem a umas escadas. Essas escadas eram a passagem para mais uma fase, igual à primeira.

Jack lembrou-se da mãe e da sua vida em geral e isso deu-lhe força. Pensou no que já tivera passado... E isso fê-lo continuar. Por isso, sorriu para dentro e começou...

Observou a lama durante meio minuto e visualizou onde deveria colocar os pés. O mais importante era não escorregar e passar o exercício. Sofreu alguns cortes nas pernas e nas mãos mas pouco e sentiu-se orgulhoso e confiante. Subiu a plataforma e saltou para o lago o mais depressa que pôde até porque estava habituado graças ao pai e às fugas constantes. Aleijou-se um pouco mas estava bastante determinado e a adrenalina fez com que não sentisse. Agarrou na corda e saltou o mais alto que conseguiu. Enrolou uma perna nesta e começou a subir. Encontrava-se agora na segunda plataforma. Uma coisa que sempre adorara enquanto miúdo era arvorismo, no entanto, não daquela maneira. Esta etapa concluiu mais lentamente por razões de segurança: as tábuas eram bastante estreitas, encontrava-se a 5 metros do chão e tinha as botas com lama.
Foi o obstáculo que o assustou mais mas tentou abstrair-se. No entanto, acabou por escorregar...
Quando saltava para a terceira tábua escorregou e por muito pouco não caiu. Bateu com a cabeça com bastante força na tábua e apenas se agarrou por instinto. Começou a ver tudo desfocado e escuro e os braços a ficarem sem forças. Mas lembrou-se de onde estava e do que tinha passado para chegar até alí. Por isso, usou a pouca força que tinha para se levantar.
Parou durante um pouco mas continuou. Ainda nem ia a meio da primeira vez e era suposto realizarem 10 voltas. Acabou aquela etapa e pensou, confiante sobreviveste a isto, sobrevives ao resto.
Desceu as escadas e voltou a fazer o percurso da lama. Olhou para os parceiros de recruta para saber se se estavam a safar e se precisavam de ajuda. Estavam um pouco longe e teve de continuar pois não percebia.
À terceira volta ajudou um recruta que não conhecia e que tinha caído sem se conseguia levantar. Voltou para trás e começou a sentir o frio e a dor que se fazia sentir ao fim do número de voltas.
Escorregou na lama uma vez e fez um grande corte na mão e um pequeno na cara que o abrandou ligeiramente. No entanto, apenas na sétima volta começou a ficar fatigado. Alguns colegas ainda se encontravam na quarta ou na quinta volta e Jack pensou no orgulho que a mãe ia sentir se fosse viva e o visse.
Por essa razão, por não a querer desiludir continuou, apesar do seu corpo, dos seus músculos, implorarem para ele parar. Tudo parecia agora decorrer em câmara lenta. Quando corria parecia-lhe que ficava no mesmo sítio, nunca mais acabava...
O cansaço fez os seus braços fraquejarem quando estava na corda e caiu de costas de uma altura de aproximadamente 2 metros.

-Au - foi a única coisa que conseguiu dizer. Gemer, melhor dizendo.

Não estava alí ninguém que o pudesse auxiliar, por isso, e porque a lama estava fria e quase já não tinha camisola levantou-se. Devagar, mas levantou-se. Pensou  na sua figura: um corte na bochecha, um galo na testa, o cabelo cheio de lama, a camisola quase não existente...
Só depois é que pensou no que realmente importava, ainda faltavam 2 voltas e mal conseguia andar.
Derramou uma lágrima de desespero mas pensou que era isso que os instrutores queriam e naquele exato momento, parou.
Tentou convencer-se que aquilo era um jogo psicológico, apenas isso. Apesar de saber que era exatamente o contrário.
Ansiava por água e descanso, conforto... Mas sabia que nesses 100 dias descanso e conforto não ia ter nenhum.
Este era apenas o primeiro dia e Jack já se encontrava de rastos...
Decidiu abrandar durante cinco minutos, para voltar a ter alguma energia... Depois dessa pausa, acabou o exercício relativamente rápido.
Acabou a dura prova, sendo o primeiro a terminar.
O seu corpo tremia, a sua cabeça latejava de dor, o corte na bochecha tornava-se insuportável, o pé começava a dor, estava cheio de frio... Acabou por perder os sentidos durante pouco mais de um minuto mas nada contou aos instrutores. Caminhou até eles e arrependeu-se logo:

- O primeiro a chegar ahm? Parabéns! Eis o teu prémio- riu-se antes de o rasteirar. - Agora ficas com as mãos na cabeça e com apenas um pé no chão até aos teus colegas chegarem. Por cada vez que puseres o pé no chão fazes 50 flexões e 50 abdominais. Boa espera!

Sentiu uma raiva pelo instrutor naquele momento mas não ousou desobedecer. Cada minuto naquela posição pareciam horas e quando toda a gente chegou já tinha feito 200 flexões e 200 abdominais.

- Podes agradecer a estes molengões, Jack... - disse para o rapaz.

Quando viu o estado de todos os recrutas acrescentou:

-Oh, vou ter tanto prazer de destruir os vossos corpinhos durante 100 dias. E isto é só o início! Agora, têm dois minutos para descansar antes do próximo exercício.

- Toda a gente está bem? Dentro dos possíveis...- perguntou Jack, sorrindo um pouco para tentar confortar toda a gente.

Os recrutas responderam ''sim'' ou ''mais ou menos'' e passados os dois minutos o adorado instrutor voltou a falar:

- Vermes, neste exercício fui simpático... Só vão passar 5 vezes em cada ponto...

- Acredito mesmo- murmurou alguém, irónico.

- Quem disse isso?- rugiu o instrutor. - Como ninguém se acusa, vão ter de passar 10 vezes por cada ponto...

Apesar da indignação, ninguém reclamou.

- A ordem é à vossa escolha, desde que passem dez vezes... Primeiro ponto: Percurso de cordas. Aqui têm um conjunto de cordas ao longo de 20 metros e têm de passar de umas para as outras. Segundo ponto: Escalada. Têm de subir uma parede com luvas de boxe a acertarem-vos. Terceiro ponto: Túneis. Um conjunto de pequenos túneis com surpresas... Quarto ponto: Fossos. Vários fossos com algumas surpresas. Cinco ponto: Caminhar sobre uma corda. Sexto ponto: Rastejar em lama com arame farpado por cima. Sétimo ponto: Subir uma parede super inclinada. Os outros pontos são surpresas. Desandem, seus porcos.

Jack caminhou até ao ponto que decidiu como primeiro: o sexto.


Última edição por Jack Sullivan em Qui 23 Jun 2016, 13:08, editado 1 vez(es)

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Re: Recruta n° 32

Mensagem  Marceline Abadeer em Qui 23 Jun 2016, 10:29

Não tinha nem um pouquinho de medo da recruta nem sequer dos instrutores...
Acordei e olhei para o despertador: "FOGO! JÁ SÃO sete e dez! Tenho que me despachar!"
Nem tomei o pequeno almoço e fui direta para o edifício. Fui a quarta querubim a chegar, mas mesmo assim o instrutor mandou-me fazer 50 flexões "só para aquecer". Quando os outros chegaram, mandaram-nos fazer o percurso de treino que repetimos 10 vezes. Consistia em passar por 100 metros de lama com arame farpado, onde tínhamos de ter cuidado para não rasgar as roupas. Depois subir para uma plataforma e atirarmos-nos a um lago cheio de lama para tentar chegar a uma corda que nos levaria a uma plataforma 5 metros acima do chão, onde tínhamos de passar por tábuas estreitas até chegarmos às escadas que davam para outros 100 metros de lama com arame farpado.
Ao início, estava cheia de energia e pensava que nada me poderia impedir de acabar a recruta. Depois, logo no primeiro exercício, caí e bati com a cara na lama. Quase chorei, quando ouvi uma voz:
-Estás bem? A recruta é bem dura!
Era Giselle Driver. Uma miúda que já tinha feito a recruta.
Depois de mais alguns obstáculos com a Giselle, caí mais uma vez.
Ao fim de três horas de percurso de treino, não havia nenhum recruta que não estivesse a tremer de frio. Um instrutor gritou alegremente:
-Oh, vou ter tanto prazer de destruir os vossos corpinhos durante 100 dias. E isto é só o início! Agora, têm dois minutos para descansar antes do próximo exercício. Toda a gente está bem? Dentro dos possíveis...- o instrutor voltou a falar.
- Vermes, neste exercício fui simpático... Só vão passar 5 vezes em cada ponto...
Acredito mesmo- murmurou alguém, irónico.
- Quem disse isso?- rugiu o instrutor. - Como ninguém se acusa, vão ter de passar 10 vezes por cada ponto...- A ordem é à vossa escolha, desde que passem dez vezes... Primeiro ponto: Percurso de cordas. Aqui têm um conjunto de cordas ao longo de 20 metros e têm de passar de umas para as outras. Segundo ponto: Escalada. Têm de subir uma parede com luvas de boxe a acertarem-vos. Terceiro ponto: Túneis. Um conjunto de pequenos túneis com surpresas... Quarto ponto: Fossos. Vários fossos com algumas surpresas. Cinco ponto: Caminhar sobre uma corda. Sexto ponto: Rastejar em lama com arame farpado por cima. Sétimo ponto: Subir uma parede super inclinada. Os outros pontos são surpresas. Desandem, seus porcos!

Decidi ir para o ponto dois.

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Re: Recruta n° 32

Mensagem  Giselle Driver em Sex 24 Jun 2016, 13:44

Já era a segunda vez que repetia a recruta. Enquanto não começava a próxima, pensei bem. Eu sempre tinha sido a típica menina rica árabe e talvez isso me tivesse arruinado a recruta. Decidi ser mais esforçada e menos mimada!
Cheguei ao complexo pontualmente às 7:00 e ouvi um instrutor a gritar.
-Isto é que são horas? O teu relógio deve estar atrasado!
E estava mesmo. Fizeram-me estar num posição dolorosa, quando chegaram os outros, o instrutor gritou:

-Têm de completar o percurso 10 vezes, ida e volta conta como uma vez! Espero que se "divirtam" e que não tenham os músculos atrofiados de mais para isso.- e esboçou um sorriso que me deu vontade de lhe partir a cara.

A primeira fase do exercício consistia na passagem de 100 metros de lama com arame farpado. Na segunda tínhamos que subir uma plataforma de 6 metros de onde nos iríamos atirar, posteriormente, para um lago lamacento para chegar a uma corda. A seguir, ao subirmos essa corda, encontrar-nos-íamos numa plataforma, a 5 metros acima do chão, onde era suposto passar por tábuas estreitas até chegarem a umas escadas. Essas escadas eram a passagem para mais uma fase, igual à primeira.

"ESTA RECRUTA É MUITO PIOR!!!"- pensei eu.

A lama tinha um aspeto nojento. Ao passar pelo arame farpado, sofri 5 cortes na cara e muitos mais nos braços e nas pernas e a minha tshirt estava em farrapos. As tábuas eram bastante estreitas mas consegui passar.

À terceira volta um recruta (que só sabia que se chamava Jack) ajudou-me a levantar porque tinha caído e não me conseguia levantar.
E à sexta volta tive que ajudar mais uma recruta e fazer mais uns metros com ela.

Ao final das 10 voltas, todos os querubins estavam a tremer de frio, com a cabeça a latejar e a precisar de um banho quente. O instrutor BERROU.

-Oh, vou ter tanto prazer de destruir os vossos corpinhos durante 100 dias. E isto é só o início! Agora, têm dois minutos para descansar antes do próximo exercício.

- Toda a gente está bem? Dentro dos possíveis...- perguntou o Jack, sorrindo um pouco para tentar confortar toda a gente.

Respondi "mais ou menos" porque estava quase a desmaiar. O instrutor voltou a falar.

- Vermes, neste exercício fui simpático... Só vão passar 5 vezes em cada ponto...

- Acredito mesmo- murmurou alguém, irónico.

- Quem disse isso???!!!- rugiu o instrutor. - Como ninguém se acusa, vão ter de passar 10 vezes por cada ponto...

Apesar da indignação, ninguém reclamou.

- A ordem é à vossa escolha, desde que passem dez vezes... Primeiro ponto: Percurso de cordas. Aqui têm um conjunto de cordas ao longo de 20 metros e têm de passar de umas para as outras. Segundo ponto: Escalada. Têm de subir uma parede com luvas de boxe a acertarem-vos. Terceiro ponto: Túneis. Um conjunto de pequenos túneis com surpresas... Quarto ponto: Fossos. Vários fossos com algumas surpresas. Cinco ponto: Caminhar sobre uma corda. Sexto ponto: Rastejar em lama com arame farpado por cima. Sétimo ponto: Subir uma parede super inclinada. Os outros pontos são surpresas. Desandem, seus porcos.

Achei o melhor ponto o cinco pois já tinha experimentado, quando estava na Síria.


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Re: Recruta nº32

Mensagem  Jack Sullivan em Sex 24 Jun 2016, 22:39

O instrutor, já irritado, falou:

- A ordem é à vossa escolha, desde que passem dez vezes... Primeiro ponto: Percurso de cordas. Aqui têm um conjunto de cordas ao longo de 20 metros e têm de passar de umas para as outras. Segundo ponto: Escalada. Têm de subir uma parede com luvas de boxe a acertarem-vos. Terceiro ponto: Túneis. Um conjunto de pequenos túneis com surpresas... Quarto ponto: Fossos. Vários fossos com algumas surpresas. Cinco ponto: Caminhar sobre uma corda. Sexto ponto: Rastejar em lama com arame farpado por cima. Sétimo ponto: Subir uma parede super inclinada. Os outros pontos são surpresas. Desandem, seus porcos.

Jack caminhou até ao ponto que decidiu como primeiro: o sexto.
Olhou à sua volta enquanto se deslocava e viu os seus parceiros a andar para os pontos por eles escolhidos. No entanto, um tinha escorregado e estava caído no chão...

- Então, meu, estás bem? Aleijaste-te?- perguntou Jack, ajudando-o a levantar-se do escorregadio e frio chão.

- Sim, só escorreguei. Obrigado.- sorriu- Eu sou o Alex, e tu?

- Jack Sullivan.- respondeu o rapaz ao presentear o outro com um sorriso.

Jack observou Alex e Alex fez o mesmo...
O rapaz que se encontrava à frente de Jack era um rapaz entroncado, forte, de cabelos pretos e olhos azuis. Também não se encontrava em grande estado: cheio de lama e com as roupas rasgadas como todos nós...

- Se precisares de ajuda, se estiveres assim mas aflito chama. Se eu puder ajudar, ajudo. Ok? -ele assentiu e Jack falou-  Vou continuar. Não quero perder muito tempo... Vais para que ponto?

-Vou para o primeiro e tu?

- Sexto. Vemo-nos depois- despediu-se Jack antes de começar a correr para o seu ponto inicial.

(parecido ao ponto 6)

Existiam dez pontos, sendo três deles surpresa. Os pontos 1, 2, 3, 4 e 6 exigiam esforço dos membros superiores enquanto que os 5 e 7 trabalhavam as pernas.
Jack encontrava-se mais cansado fisicamente das pernas apesar dos seus braços não terem muita força por causa das flexões... No entanto tinha cem vezes para passar ao todo nos pontos e não queria ficar para trás.
Colocou-se sobre a lama do ponto 6 e avaliou o pequeno espaço que tinha. Pela primeira vez nos últimos anos praguejou por ter uma boa constituição física e ser entroncado... Começou a empurrar o corpo com os braços, como uma espécie de serpente. Era mais cansativo do que parecia e ao longo do tempo parecia que se tinha menos espaço entre a lama e o arame farpado. Podia ser psicológico ou não mas Jack ficou com o cabelo preso perto do final da primeira volta. Conseguiu soltar-se sem muita dor ou cabelo perdido...
Decidiu fazer 5 voltas seguidas de cada ponto para não se perder na contagem. E apercebeu-se que as coisas mudavam, por exemplo: no seu ponto, na segunda volta, em vez de ser apenas rastejar na lama, iam surgindo obstáculos...
Acabou as cinco volta a sentir o cansaço e dor do exercício anterior. Começava a sentir os músculos a atrofiar, o seu corpo a pesar, o frio a tocar na sua pele quase nua no tronco por causa da camisola quase desfeita. Cada leve rajada de vento fazia o seu corpo arrepiar...
Ao fim das primeiras cinco voltas do novo exercício, o jovem já havia perdido cabelo e feito um corte um pouco profundo nas costas.  Mais desconfortável, continha uma pequena grande quantidade de lama em sítios não muito agradáveis... No entanto, tudo aquilo ia valer a pena, e era nisso que se tinha de concentrar naquele momento.
Cansado deslocou-se para o quinto ponto. Jack decidira intercalar o máximo possível entre exercícios ''de braços'' e exercícios ''de pernas'' e deixar os de fator surpresa para o fim...
Como sempre, as primeiras voltas eram as mais fáceis. Nas seguintes complicava: Jack tivera de saltar de uma corda para outra na terceira volta pois havia uma falha intencional; tivera de fazer parte do percurso com os pés e a meio mudar para as mãos...
Apesar de adorar desporto e de se colocar à prova aquele primeiro dia estava a ser bastante duro. Ainda não estava muito bem habituado, ia lá com o tempo... Ou pelo menos assim pensava o querubim.
A sua ordem continuou da seguinte forma: 1, 2, 7, 3 e 4. Os três pontos que fez correram bastante bem: escapou ileso e entrou no ritmo.
Porém, ficou apreensivo nos dois seguintes. Não por parecerem obstáculos difíceis mas pelo facto do instrutor mencionar algumas surpresas.
Olhou para os lados para verificar a situação dos parceiros. Ao passar por Jack, Alex disse que se encontrava bem e que alguém caíra mas que não se havia magoado.
Jack, mais descansado, continuou o caminho e entrou para dentro do primeiro túnel. A luz era bastante escassa e, por isso, encontrava-se em alerta. Tacteava, com o maior cuidado, as paredes do túnel.  Sentiu alguma insegurança quando, perto do meio da segunda volta, encontrou duas possíveis saídas. Arriscou na direita e encontrou mais três possibilidades. Rastejou pelo da esquerda, mas este não tinha saída. Voltou outra vez para o sítio de onde viera e optou pelo do meio. O mesmo se sucedeu e começou a entrar em pânico. Então apercebeu-se que podia existir algum tipo de mecanismo e percorreu as paredes dos três túneis. No da esquerda encontrou uma espécie de alavanca que abriu o caminho para o resto do túnel. Jack sentiu-se aliviado por poder voltar a respirar o ar livre. Sentia-se tonto, enjoado, faminto, cansado,... E, no entanto, nada podia fazer sem ser cansar-se mais, enjoar-se mais, ficar mais faminto e mais tonto...
Na quinta passagem pelo túnel sentiu uma redução do espaço disponível e da quantidade de luz. Atento a possíveis perigos e armadilhas desviou-se de cobras e aranhas, escapou a uma pedra a rolar e conseguiu encontrar uma saída pelo "teto'' do túnel.
Até àquele momento não pensara nas dores mas as feridas abertas teimavam eram fazer Jack parar. Tentou correr para pensar noutra coisa mas fracassou. Mal começou a ver tudo a escurecer, colocou-se no sítio mais recatado que viu e parou um pouco. Tocou na ferida da testa e uma explosão de dor fez Jack gritar. Nunca sentira tão forte dor mas encontrava-se quase a meio caminho e não ia desistir tão facilmente.
Levantou-se devagar e andou. Cada passagem pelos fossos contava quando se saltasse sobre 5 fossos, sucessivamente com maiores distâncias.
Jack caiu no terceiro fosso da segunda volta mas conseguiu agarrar-se, com a ponta dos dedos à borda do monte onde devia ter aterrado.
Porém, acabou as cinco voltas e não encontrou surpresas... Ficou bastante surpreendido, podia ter sido uma armadilha mas era improvável.
Voltou a repetir a ordem e estava tão estafado que desmaiou e caiu de cara. Quando acordou. não se conseguia levantar. Tentava, mas os seus músculos fracassavam essa tentativa. Necessitava urgentemente de água, comida e descanso. Deviam ter passado umas longas horas desde o início do treino... Das mais longas horas da vida do adolescente...
Continuou a tentar até que lá se conseguiu apoiar numa árvore. Ao primeiro passo voltou a cair mas rapidamente recuperou e voltou a andar.
Dirigiu-se, a medo, para os pontos surpresas. Estes pontos tinham um controlo direto dos instrutores, assim, eram à vez. Era o primeiro a experimentá-los...

- Vais fechar os olhos e só abres quando eu disser. Se não cumprires vais arcar com as consequências... Nestes exercícios surpresa só vais ter de passar quatro vezes e a dificuldade vai intensificando. Não podes falar com os teus colegas à cerca disto. Neste, em específico, vou avaliar a maneira como pensas e executas e a tua velocidade. Não podes tirar o nó se a corda tiver nós.

Jack lembrou-se dos treinos com o pai e a primeira coisa a fazer era sempre observar: estava dentro de uma rede. Nos calções tinha um pequeno pedaço de vidro. Era bastante óbvio... Pegou no vidro e moveu-se para o lado direito, o mais solarengo. Com o vidro, um feixe de luz incidiu na corda
e queimou. Passadas algumas vezes, fez um buraco suficientemente grande para passar e cair.

- Fecha os olhos novamente. Prepara-te...- Mal acabou de falar o rapaz sentiu um grande puxão que o pôs de pernas para o ar e o deixou bastante mal-disposto e com dores na perna.- Podes abrir os olhos e... Começa.

Encontrava-se de cabeça para baixo, preso com uma corda no pé.  Dobrou-se para olhar, mais de perto, para a corda e para o nó. Não podendo tirar o nó, não lhe servia de muito. Pôs as mãos nos bolsos, mas não lhe tinham dado nenhum utensílio que o pudesse ajudar. Tinha de se despachar.
Olhou para cima e para os lados. Estava preso numa árvore e com outras ao pé. Possivelmente conseguia empoleirar-se na árvore e cortar a corda com um ramo mais afiado. Experimentou primeiro as que estavam a seu lado. Foi-se baloiçando para a frente e para trás até lhes conseguir alcançar. Agarrou-se à árvore, esticando-se o máximo que a corda deixava para procurar, mas nada. Deixou-se cair e quando já se encontrava novamente de cabeça para baixo, trepou a própria corda e subiu à árvore.
Era uma árvore bastante grande e forte, por algum motivo fora a escolhida para o exercício. Lá encontrou um pequeno ramo e duas pedras. O ramo não podia usar para cortar mas podias desgastar a corda com as pedras, que eram um pouco bicudas. Por muito que tentasse apenas conseguiu rasgar um pouco da corda mas teve outra ideia: com as pedras ia criar fogo e queimava o ramo, depois, punha o ramo em contacto com a corda, o mais longe que conseguisse para não se queimar. Obteve os resultados que pretendia e teve direito a um sorriso do instrutor. No entanto, como tinha queimado a corda muito em cima para não se queimar, acabou por cair no chão de uma grande altitude. Felizmente conseguiu virar-se na queda e cair de pés. Começou a coxear evitando ao máximo mostrar a dor que sentia e o estado frágil em que o seu corpo se encontrava.
Terceiro nível, já tinha passado o meio. Realizou o ritual de fechar os olhos e foi encaminhado para uma sala com bastante luz, algemado. O suposto era encontrar a chave que as abria. Jack correu a sala duas vezes e não encontrou a chave. Tateou as paredes, não fosse existir um botão... Abanou-se e averiguou se tinha algo nos bolsos, apesar de com bastante dificuldade. Mas não encontrava nada, absolutamente nada. Para conseguires pensar, resolver esta porcaria e ires-te embora tens de estar calmo! Acalmou-se o máximo que conseguiu e continuou a pensar...
Existia uma chave! Se não estava alí na sala, tinha de estar consigo...
Levantou a t-shirt, levantou a parte de baixo das calças, desceu a parte de cima, procurou nos boxers, dentro das meias... E, depois de se encontrar parte despido, encontrou, dentro dos sapatos, a chave... Vestiu-se e acabou o exercício.
Na quarta vez, depois de ter fechado os olhos por momentos e voltado a abrir, encontrava-se dentro de um caixão, virado de barriga para cima.
O caixão tinha uma folga grande. Tinha pelo menos mais dez centímetros para cima e para baixo e o triplo de espaço entre a sua cara e o teto do caixão. Mas mais interessante, um mecanismo. Para se abrir o caixão era necessário um código, constituído por quatro dígitos. Começou a pensar e milhares de datas lhe passaram na cabeça: nascimento, morte da mãe, morte do pai entre outras datas importantes para o querubim... Nenhuma delas funcionou. Começou a sofrer da privação de oxigénio e começou a entrar em pânico.
Aí, fez-se luz. Exatamente, ele era um querubim... Experimentou a data de ingresso na Cherub e, para seu alívio conseguiu. No entanto, não estava totalmente safo. O caixão abriu e deu passagem para uma sala fechada, com apenas uma saída, uma porta trancada. Na sala encontravam-se alguns objetos: uma tesoura grossa, um pau, um espelho...
A sala encontrava-se bastante escura, apenas se via alguma coisa por causa de umas fendas existentes em duas paredes. Não conseguia arrombar a fechadura com nenhum dos objetos e o recruta preocupava-se com o tempo que já havia demorado.
Desesperou. Sentou-se no chão e parou. Não conseguia pensar mais, estava exausto... Bateu com as mãos no chão como gesto de desespero e picou-se em algo. Finalmente, tivera sorte, apesar de ter aberto uma ferida enorme na mão e de estar a sangrar imenso, encontrou duas agulhas, presas no chão com fita-cola, de maneira a que se encontrassem com o pico para cima... Puxou um pouco a camisola e rasgou-a com ajuda dos cortes que a camisola havia sofrido. Pressionou o pedaço em cima da ferida e fez um nó. Continuou para não perder mais tempo e com as duas agulhas facilmente destrancou a sala e encaminhou-se para o exterior.

Tinha concluído assim mais um ponto. Faltavam mais dois surpresas mas o facto de ainda faltarem esses dois atormentava Jack. Ainda não bebera uma gota de água desde a noite anterior e aquele intenso treino físico, que ainda, não acabara pusera-lo de rastos. Parecia um morto vivo, cheio de cortes, feridas, sangue seco, lama, roupas rasgadas... No entanto, faltava muito pouco e já tinha passado por muito para desistir naquele momento...
Além disso, a voz da mãe reconfortava-o ''Tu és forte o suficiente para nunca desistir. Nunca deves desistir dos teus objetivos''. Ao lembrar-se da mãe e do sofrimento que passou com a sua morte Jack começou a chorar... Já era a segunda vez que pensava nela naquele dia e precisava de pensar noutra coisa senão ia desatar a chorar...
Felizmente, tinha acabado de chegar ao ponto 9 e limpou as lágrimas. Neste ponto encontrava-se o outro instrutor mas, no entanto, as regras eram as muito parecidas: era realizado por apenas um recruta de cada vez e não podíamos dizer nada aos parceiros.

- Já sabes as regras... Vou avaliar a tua pontaria e rapidez. Este ponto está dividido em cinco etapas e a dificuldade vai aumentando. Tens de ir, agarrar na bandeira e voltar. Ela está presa a um mosquetão por isso, podes prendê-la. Está aqui a tua arma e fica atento... Pronto?- o rapaz assentiu- Podes começar.

Jack começou a andar, de arma em punho. Já tinha experiência com armas, por isso, sentia-se confiante. O primeiro nível foi fácil: começou a andar e foram surgindo alvos de cartão a retratar assaltantes, mesmo à sua frente. Atingiu sete alvos, agarrou na bandeira e atingiu mais oito alvos antes de voltar.
Preparou-se para o segundo ataque. Agora, a dificuldade aumentava, então, teria de estar preparado para balas a correrem na sua direção. Não tinha proteção alguma, por isso ia ter de ter muito cuidado.
Na verdade, no segundo nível, a dificuldade não aumentou tanto quanto esperava. Os alvos apenas começaram a ser mais distantes e localizados nos lados e não só à sua frente como tinham acontecido no anterior. O número de alvos também aumentou, ao todo, atingiu vinte alvos.
No terceiro tinha de ter cuidado, porque certos alvos não eram para ser acertados, figuras de pequenas crianças apareciam. O mais difícil foi acertar nos alvos em que era suposto pois estes tinham as crianças à frente, fazendo com que só se pudesse acertar-lhe no ombro ou numa pequena parte da cabeça.
Jack já estava farto de correr e implorava por uma pausa. Porém o instrutor riu-se na sua cara e ameaçou-o de fazer cinquenta flexões e outros cinquenta abdominais se não parasse de se queixar... O jovem estava irritado. Eles pouco tinham de fazer sem ser avaliá-los e vê-los a sofrer e não tinham compaixão nenhuma... No entanto, sabia que era a função deles e que isso o ia fazer apto para missões...
Na penúltima etapa balas voavam para os dois lados, contra ele e a favor dele. Não foi atingido diretamente por nenhuma bala mas, quando fez uma cambalhota para se desviar de uma, outra atingiu-o de raspão na perna e desequilibrou-o. Quando ia a aterrar, bateu com o cotovelo direito. A dor foi imediata e quase o fez falhar um alvo (agora mais distantes ainda e feitos de papel, onde o suposto objetivo era acertar na cabeça ou peito). No entanto acertou em todos os 30, nuns um pouco ao lado, mas acertou...
Na última etapa, sempre que gastava uma bala, três voavam na sua direção. Jack achava que os alvos se encontravam a uma distância maior do que 6 metros, apesar de não ter grande precessão das distâncias.
Neste nível final, não saiu ileso. Foi atingido por três dolorosas balas, uma na perna, outra nas costas e a última entre o ombro e o peito, e acabou por falhar dois dos trinta e seis alvos.
Porém ficara bastante satisfeito pelo seu desempenho, estava sujeito a condições bastante desfavoráveis e, no entanto, tinha realizado uma boa prestação.
Encaminhou-se até ao local escolhido para o ponto 10. Era um amplo espaço e encontrava-se lá um instrutor que Jack nunca tinha visto.

- Ok, este exercício tem de ser feito com todos. Por isso eu vou chamá-los e podes descansar um pouco.

A cara do rapaz iluminou-se. Terei ouvido bem? Descanso? Ou estarei a alucinar? Na verdade podia mesmo descansar...

- Recrutas, acabem o que estão a fazer e depois dirijam-se ao ponto dez. Quem demorar mais do que cinco minutos vai sofrer...

O jovem aproveitou os melhores cinco minutos daquele dia e descansou. Soube-lhe pela vida. Teve pena que chegassem todos passados quatro minutos mas não os queria ver sofrer.

- Todos de pé!- gritou o instrutor- Este exercício era para ser realizado por duas equipas, mas como vocês são sete vai ser individual. Cada um, vai ter consigo uma caixa com 6 ovos. O objetivo é acabarem o exercício, daqui a três horas, com o maior número de ovos possíveis. Existem utensílios que vos podem ajudar, espalhados no recinto. Cada um vai dirigir-se para os sítios indicados nos vossos mapas. Estes, tal como os ovos encontram-se dentro destas malas. Podem pegar nelas e correr. Boa sorte, vão precisar.

Acabou de falar e esboçou um sorriso maléfico. Jack pegou numa mala com cuidado, abriu-a e vi para onde era suposto ir. Começou a correr, sempre atento a eventuais perigos...


Última edição por Jack Sullivan em Sab 25 Jun 2016, 12:34, editado 3 vez(es)

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Re: Recruta nº32

Mensagem  Diana E. Grint em Sex 24 Jun 2016, 23:21

A primeira semana da recruta havia sido exaustiva, entre guinchos e um corte aqui e outro ali, os querubins estavam a começar a aperceber-se do que realmente seriam os próximos dias.
Eram quatro da manhã quando os instrutores se reuniram na sala do edifício central do campo da recruta.
- Estão todos preparados? - perguntou um dos instrutores aproximando-se da parede do fundo.
- Sim - assentiram todos.
O primeiro instrutor num gesto rápido colocou a mão numa alavanca vermelha e puxou, fazendo soar uma sirene ensurdecedora. Os restantes instrutores haviam-se já dirigido para a entrada das tendas dos recrutas. Assim que eles saíram, descalços e apenas com a roupa que possuíam para dormir, sem qualquer tipo de equipamento. Era o início de um exercício nocturno, apenas desta vez os recrutas não possuíam nada que os pudesse ajudar.
- Sigam o caminho! - gritaram os instrutores apontando para uma rua escura e aparentemente infindável. - divirtam-se.
- Ah - complementou outro - e não, doces, não há lanternas.
As caras dos recrutas expressavam um horror que enchia a alma de qualquer instrutor.
- No final do caminho - continuou o instrutor - encontraram uma carrinha com o vosso novo, cada um de vocês deve entrar na carrinha correspondente e desejar para não acordar quando a mesma parar! Comecem!

_______________________________
Os recrutas devem percorrer o caminho, sensivelmente, 40 km, e sobreviver ao mesmo considerando que estão descalços, com pouca roupa e sem qualquer tipo de material ou equipamento (não, ninguém dorme com uma faca ou afins). No final do mesmo devem entrar para a respectiva carrinha. Uma nova publicação será feita com novas ordens.

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Re: Recruta nº32

Mensagem  Jack Sullivan em Dom 26 Jun 2016, 02:14

A semana tinha sido bastante dura para Jack e para os outros recrutas mas o rapaz começava a entrar no ritmo. Pouco falara com os outros recrutas, nem sabia o nome de alguns...  
Ao longo daquela semana, que havia parecido um mês, Jack tinha aprendido algumas novas técnicas de combate, tinha-se tornado mais veloz, tinha aprendido a usar simples objetos para se desenvencilhar de situações perigosas... Os cortes e feridas começavam a sarar e, apesar da exaustão pela qual o corpo do recruta passa, Jack estava se a safar bem.
Foi acordado, juntamente com os colegas para realizarem um exercício noturno. A ideia não o agradou mas nada podia fazer...
Os sete recrutas encontravam-se numa sala do edifício central do campo da recruta. Eram quatro da manhã.
Jack encontrava-se sonolento mas os berros dos instrutores despertaram-no.

- Estão todos preparados? - perguntou um dos terríveis instrutores.

- Sim - apesar de quererem dizer o contrário, todos assentiram.

O instrutor colocou rapidamente a mão e puxou uma alavanca vermelha. Uma sirene ensurdecedora fez-se soar e o rapaz, sentia os ouvidos a rebentarem...
Foram encaminhados para o que parecia uma fria e escura rua, aparentemente interminável.
Ia-se dar início a um exercício noturno e os querubins encontravam-se sem equipamento que os pudesse ajudar e ainda com a roupa que lhes era dada para dormir. Basicamente teriam de andar através de um caminho desconhecido, sem estarem protegidos ou preparados para os perigos daquela noite..
Jack revirou os olhos antes dos instrutores gritarem:

- Sigam o caminho! - exclamaram apontado para a rua, que parecia um perfeito cenário de terror- divirtam-se.

Podem crer que me vou divirtir, yey, que emoção pensava para com os seus botões.

- Ah e não, doces, não há lanternas.

Os recrutas ficaram horrorizados, em choque e as suas caras transmitiam isso mesmo.

- No final do caminho encontraram uma carrinha com o vosso nome, cada um de vocês deve entrar na carrinha correspondente e desejar para não acordar quando a mesma parar! Comecem!

Calados, os jovens dirigiram-se para a rua. Atento a eventuais perigos Jack começou a olhar em todas as direções. No entanto precisava de se distrair durante a caminhada. Alí encontravam-se sete pessoas quase totalmente estranhas umas às outras e que seria melhor do que uma caminhada assustadora para os fazer falar?
Jack pensava que alguém ia tomar a iniciativa mas ninguém o fez, por isso falou ele:

- Nós ainda não tivemos uma conversa todos... Eu nem sei o nome de alguns de vocês. E, já que vamos ter de andar durante algum tempo e somos companheiros de recruta, eu acho que nos devíamos de conhecer melhor... O meu nome é Jack Sullivan, tenho quinze anos e acabei de entrar para a Cherub.

Mal o jovem acabou de falar ouviu-se uma espécie de ramo a partir. Os querubins sobressaltaram-se, calaram-se e olharam em redor. Aparentemente, não era nada mas não deixou de fazer com que os recrutas ficassem apreensivos.
Os restantes membros do grupo foram-se apresentando e contando as suas histórias, de maneira a que o ambiente entre eles não fosse tão constrangedor. Contaram episódios que haviam presenciado antes e depois de entrarem para aquela organização e o que achavam da recruta. Jack, pela primeira vez, olhou realmente para o físico das pessoas com quem partilhava a recruta.
Alex, o rapaz  forte e de um metro e oitenta que outrora havia conhecido, de cabelo negro e olhos profundos e azuis.
Giselle, uma rapariga com alguns traços árabes, morena, aparentemente mais nova, de um metro e cinquenta e cinco.
Marceline Abadeer tinha um cabelo preto, bastante longo e uns olhos azuis
Lucas Trindad era um rapaz de um metro e oitenta e oito, cabelo castanho claro e olhos verdes, ombros largos e musculado.
Por fim, Coby Swift, uma rapaz com cabelo moreno e de olhos azuis.
Pareciam todos boas pessoas, no entanto, não o sabia pois não tinham convivido.

- Eu acho que a recruta é difícil mas que todos nós temos capacidades para a enfrentar. E, no final, vamos todos estar mais preparados e melhor treinados e depois poderemos realizar missões...

- Sim, eu concordo, mas às vezes torna-se um pesadelo. Esta não é a minha primeira recruta, mas é bem mais dura...- afirmou a morena, bem parecida, denominada Giselle.

- Vais ver que nesta passas...- tentou reconfortá-la, sorrindo.

À medida que iam caminhando sobre o asfalto, os pés dos querubins imploravam que parassem. Começavam a ficar sem pele, em carne e com bolhas... Naquela noite fazia sentir-se um frio bastante incomodativo, o que não ajudava nada, já que se encontravam apenas com finas roupas que pouco os protegiam.
A cada passo que davam olhavam para os lados. Durante a curta parte do percurso que já tinham realizado, nada lhes tinha acontecido.
Mas tudo mudou quando, de repente, passada uma hora a andar sem paragens, se depararam com duas possibilidades de caminho.
Nada indicava qual o caminho certo a escolher e não se podiam dar ao luxo de se separarem...
Procuraram cuidadosamente por pistas ou indicações e acabaram por encontrar um papel com um desafio.
''Para Estarem Longe A Estrada Seguirão. Que Universidade Escolher Reinado Democracia Árvore Taxa Estão Molhadas Dar E Interno Receber''

Passaram-se de vez? questionou a si próprio. A primeira parte fazia sentido mas, a partir dai, eram simplesmente palavras soltas, aparentemente, sem significado algum.
Mostrou o papel aos restante:

-Alguém faz ideia de com resolver o enigma? Não podemos perder muito tempo...- Por um lado a pausa sabia-lhe bem, mas não queria lidar com os instrutores se chegassem muito tarde.

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Recruta nº 32

Mensagem  Giselle Driver em Seg 27 Jun 2016, 11:08

A palavra que caracterizava aquela semana era esforço. Acho que repetir a 2ª vez a recruta me fez tornar menos mimada e sabia várias técnicas que os outros querubins não sabiam.
Ao longo daquela semana tinha aprendido a lutar ainda melhor que os outros, tinha aprendido a usar armas, a falar japonês e a manter a cabeça fria em situações perigosas... As minhas cicatrizes já nem se notavam. Como todos diziam eram "marcas de guerra".
Fui acordada, juntamente com os colegas para realizarem um exercício noturno. A ideia não agradou a nehum dos querubins, mas que podíamos fazer?
Os sete recrutas encontravam-se numa sala do edifício central do campo da recruta. Eram quatro da manhã.
- Estão todos preparados? - perguntou um instrutores.
- Sim - apesar de todos quererem dizer o contrário.
O instrutor acionou uma alavanca vermelha. Uma sirene ensurdecedora fez-se soar e acordei com um zumbido horrível nos ouvidos.
De repente, empurram-nos para a rua e todos percebemos que eram um exercício noturno, um instrutor berrou:
- Sigam o caminho! - exclamou apontado para a rua, que parecia mais um cenário de terror- divirtam-se.
Ui! Que diversão!
- Ah e não, doces, não há lanternas.
Isto é só para nos tramarem a vida!
- No final do caminho encontraram uma carrinha com o vosso nome, cada um de vocês deve entrar na carrinha correspondente e desejar para não acordar quando a mesma parar! Comecem!
Começámos a andar. Como seria de esperar, ninguém estava com vontade de caminhar em pijama ás 4:00. O Jack começou a falar:
- Nós ainda não tivemos uma conversa todos... Eu nem sei o nome de alguns de vocês. E, já que vamos ter de andar durante algum tempo e somos companheiros de recruta, eu acho que nos devíamos de conhecer melhor... O meu nome é Jack Sullivan, tenho quinze anos e acabei de entrar para a Cherub.
Fui a primeira contar a minha história, de como era a minha vida antes da guerra, de como fugi, do ISIS e como nunca fui muito virada para o Islasmismo e todos ficaram de boca aberta. Depois foi a vez de Alex, Jack, Marceline e Coby contarem a suas histórias antes de juntarem á CHERUB.
- Eu acho que a recruta é difícil mas que todos nós temos capacidades para a enfrentar. E, no final, vamos todos estar mais preparados e melhor treinados e depois poderemos realizar missões...-disse o Jack.
- Sim, eu concordo, mas às vezes torna-se um pesadelo. Esta não é a minha primeira recruta, mas é bem mais dura...- respondi eu.
- Vais ver que nesta passas...- afirmou o Jack, a tentar animar-me.
Já ninguém aguentava aquela caminhada, os nossos pés imploravam para parar. O Jack acabou por encontrar um papel escondido numa árvore.
''Para Estarem Longe A Estrada Seguirão. Que Universidade Escolher Reinado Democracia Árvore Taxa Estão Molhadas Dar E Interno Receber''
Depois disse:
-Alguém faz ideia de com resolver o enigma? Não podemos perder muito tempo...
-Pois não.


Última edição por Giselle Driver em Ter 28 Jun 2016, 17:30, editado 1 vez(es)

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Re: Recruta nº32

Mensagem  Jack Sullivan em Ter 28 Jun 2016, 00:26

-Alguém faz ideia de com resolver o enigma? Não podemos perder muito tempo... - perguntou Jack.

-Pois não.- concordou Giselle.

Ninguém estava com cabeça para pensar e estavam todos a gostar da pausa. No entanto, Jack estava empenhado, estava determinado em conseguir encontrar a solução do enigma.
Para tentar encontrar a resposta, ainda foi procurar por mais pistas com a Giselle, mas nada... Enquanto os outros aproveitavam a pausa, Jack estava de pé, a olhar para a frase. Se não encontrava mais pistas a solução tinha de estar na frase: ''Para Estarem Longe A Estrada Seguirão. Que Universidade Escolher Reinado Democracia Árvore Taxa Estão Molhadas Dar E Interno Receber''. Na sua cabeça aquilo continuava sem fazer sentido algum, por isso, tinha de ''ver'' para além da frase. Ainda pensou que pudesse ser um anagrama, porém, não o conseguia resolver de maneira a que fizesse sentido.
Aí, fez-se luz.

- Acho que já sei- exclamou Jack, baixinho.

Olhou para a primeira letra de cada palavra : P, E, L, A, E, S, Q, U, E, R, D, A, T, E, M, D, E, I e R. A resposta tornou-se óbvia.

- Malta, pela esquerda.- exclamou, contente por ter conseguido.

- Como é que resolveste?- perguntou Alex.

- Primeira letra de cada palavra: Pela esquerda têm de ir... Vamos? Temos de continuar.

Quando os outros querubins voltaram a colocar os pés na estrada, uma explosão de dor atingiu-os. Tinham parado de andar durante algum tempo e os pés, quando voltaram a entrar em contacto com a horrenda estrada foi uma tortura.
As suas caras encheram-se de expressões de dor horrendas. Foi difícil para Jack observar aquilo e nada puder fazer.

- Isto é duro mas os querubins são mais duros. Isto é duro mas os querubins são mais duros. Isto é duro mas os querubins são mais duros.- Jack começou sozinho, em voz baixa mas acabou a gritar, juntamente com os seus colegas.

Orgulhoso, sorriu para eles e disse:

- Nós vamos conseguir.

Andaram durante algum tempo, com pequenas pausas. Jack já não sentia os pés e começava a não sentir as pernas. Sentia os pés queimados e cada passo era um autêntico pesadelo.
De repente ouviu-se algo... Uma espécie de uivar.

- Oh, só nos faltava esta...- disse Lucas.

- Ninguém digam nada...- sussurrou Marceline.

Os recrutas calaram-se e ouviram um uivar. Um uivar, aparentemente em agonia. O som ficava cada vez mais próximo... De repente, a figura de um lobo apareceu à sua frente. Andava torto, sobre três patas e Jack e Giselle avançaram, destemidos.

- Afastem-se... O que estão a fazer?- perguntou Coby.

Com cuidado, observaram. O pequeno e frágil lobo estava em sofrimento.

- Tragam-me folhas que não estejam secas. Mas cuidado, não se afastem muito...

Marceline e Coby conseguiram algumas e juntamente com uma tira de tecido que Jack rasgou do seu pijama, fizeram uma ligadura improvisada.
Ficaram satisfeitos com o resultado. No entanto, apareceu outro lobo...
Este parecia irritado e não estava ferido...

- Calma... Tem calma.- disse Giselle, preocupada.

Queriam afastar o lobo, aparentemente irritado, mas não tinham nada...
Ao que parece, Coby tinha levado pedras quando tinha ido buscar as folhas, para se distrair. Então, atirou uma para longe e ambos os lobos saíram.
Suspiraram de alívio, e riram-se com nervosismo.
Os querubins decidiram acelerar o passo, já haviam perdido demasiado tempo.
Caminharam, embora com bastante esforço.
Jack pensava apenas em acabar a recruta, receber a camisola que fazia valer a pena a tudo aquilo...
Enquanto mantinha a sua mente ocupada, andava depressa. Olhou para trás quando acordou dos seus pensamentos e viu os seus companheiros longe.  
O sol já estava alto, provavelmente era meio-dia. Haviam caminhado durante oito horas e os pés dos adolescentes não aguentavam mais. Além disso, a estrada estava a escaldar e tinham de andar aos saltinhos, o que ainda magoava mais.
Jack, já chorava. Não conseguia andar. As sua pernas fracassavam, os seus pés estavam em sangue, tal como as suas pernas, das demais quedas.
Tudo mudou, quando, ao longe, avistou seis carrinhas, não podia acreditar.
Virou-se para trás e riu alto. Os companheiros pensavam que este estava com alucinações, como tinha sofrido durante caminhada. Mas desta vez era real.

- Estão alí - gritou, rindo, aos pulos- As carrinhas. Conseguimos chegar... Apesar de não sabermos o que nos vai acontecer...

Foi a correr até às carrinhas e  procurou a que tinha o seu nome.

- Adeus, boa sorte a todos. Vemo-nos depois.- disse e sorriu para os parceiros.

Dito isto, entrou na carrinha, receoso. Não se conseguia esquecer das palavras do instrutor: " Cada um de vocês deve entrar na carrinha correspondente e desejar para não acordar quando a mesma parar! ". Apesar do facto de estar ansioso e apreensivo e também cheio de dores, adormeceu imediatamente.


Última edição por Jack Sullivan em Qua 29 Jun 2016, 22:35, editado 2 vez(es)

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Re: Recruta nº32

Mensagem  Marceline Abadeer em Ter 28 Jun 2016, 17:23

Aquela semana tinha sido uma das mais duras da minha vida, nunca tinha imaginado que a recruta podia ser tão dura! Naquela semana, tinha aprendido novas técnicas de combate, aprendi a usar armas, e ganhei resistência física. Também havia aulas de línguas, cada um aprendia uma língua diferente (exceto o Lucas e o Coby): eu ia aprender Italiano, o Jack ia aprender Árabe, o Alex ia aprender Russo, a Giselle ia aprender Japonês, o Coby e o Lucas iam aprender Espanhol. Tudo tinha uma razão, Italiano e Russo por causa da Máfia, Árabe por terroristas, Japonês também por causa da Yakuza, Espanhol por causa da droga.

Acordei como um barulho estridente e a dizer asneiras. Todos perceberam que era um exercício noturno e fomos encaminhados para o que parecia uma fria e escura rua, aparentemente interminável.
Ia-se dar início ao exercício e estavamos sem equipamento que nos pudesse ajudar em alguma cena e ainda estávamos de pijama. Basicamente teriam de andar através de um caminho desconhecido, sem estarem protegidos ou preparados para os perigos daquela noite.
Os instrutores gritaram:
- Sigam o caminho! - exclamaram apontado para a rua, que parecia um perfeito cenário de terror- divirtam-se.
"Vou-me divertir imenso"
- Ah e não, doces, não há lanternas.No final do caminho encontraram uma carrinha com o vosso nome, cada um de vocês deve entrar na carrinha correspondente e desejar para não acordar quando a mesma parar! Comecem!
Sem podermos dizer nada, caminhámos sem rumo. Niguém falava e estávamos todos com vontade de cair com a cara na lama. Um recruta começou a falar:
- Nós ainda não tivemos uma conversa todos... Eu nem sei o nome de alguns de vocês. E, já que vamos ter de andar durante algum tempo e somos companheiros de recruta, eu acho que nos devíamos de conhecer melhor... O meu nome é Jack Sullivan, tenho quinze anos e acabei de entrar para a Cherub.

Assim que Jack falou isso, fiquei apreensiva e pensei que a recruta seria bem melhor se cada um conhece a história dos outros. Outra recruta começou a falar:
-O meu nome é Giselle Driver, tenho 12 anos e venho da Síria...
Eu fui a última a contar. No final, sabia a história de todos.
O Alex, que era gay, e tinha sido enviado para um colégio militar. A Giselle, uma rapariga árabe, morena, a mais nova do grupo e que tinha fugido sozinha para a Grécia. O Lucas que era da Etiópia mas quando os pais morreram, escondeu-se num avião que foi dar á Suécia. O Jack, que era italiano e sempre fora relacionado ao mundo do crime antes de entrar pata a CHERUB. Por fim, Coby Swift que fora recrutado de uma casa de acolhimento depois dos seus pais adotivos terem sido presos.
-Coby o teu irmão também vai entrar para a CHERUB?- perguntei
-Não faço ideia...

O Jack falou:
- Eu acho que a recruta é difícil mas que todos nós temos capacidades para a enfrentar. E, no final, vamos todos estar mais preparados e melhor treinados e depois poderemos realizar missões...
- Sim, eu concordo, mas às vezes torna-se um pesadelo. Esta não é a minha primeira recruta, mas é bem mais dura...- afirmou a morena, bem parecida, denominada Giselle.
- Vais ver que nesta passas...-  disse Jack tentando reconfortá-la.
Tive uma impressão que aquilo ia ser o início de um namoro, apesar de os dois terem três anos de diferença.

À medida que iamoa caminhando sobre o asfalto, os pés dos querubins imploravam que parassem. Começavam a ficar sem pele, em carne e com bolhas... Naquela noite fazia sentir-se um frio bastante incomodativo, o que não ajudava nada, já que se encontravam apenas com finas roupas que pouco os protegiam.
A cada passo que davam olhavam para os lados. Durante a curta parte do percurso que já tinham realizado, nada lhes tinha acontecido.
Mas tudo mudou quando, de repente, passada uma hora a andar sem paragens, se depararam com duas possibilidades de caminho.
Nada indicava qual o caminho certo a escolher e não se podiam dar ao luxo de se separarem...

O Jack encontrou um papel e mostrou-nos:
''Para Estarem Longe A Estrada Seguirão. Que Universidade Escolher Reinado Democracia Árvore Taxa Estão Molhadas Dar E Interno Receber
Depois disse. -Alguém faz ideia de com resolver o enigma? Não podemos perder muito tempo...

-Pois não.- concordou Giselle.

Ninguém estava com cabeça para pensar e estavam todos a gostar da pausa. O Jack estava empenhado, estava determinado em conseguir encontrar a solução do enigma.
Depois de uns minutos.

- Acho que já sei- exclamou Jack, baixinho.
- Malta, pela esquerda.- exclamou, contente por ter conseguido.
- Como é que resolveste?- perguntou Alex.
- Primeira letra de cada palavra: Pela esquerda têm de ir... Vamos? Temos de continuar.

Quando os outros querubins voltaram a colocar os pés na estrada, uma explosão de dor atingiu-os. Tinham parado de andar durante algum tempo e os pés, quando voltaram a entrar em contacto com a horrenda estrada foi uma tortura.
As suas caras encheram-se de expressões de dor horrendas. O Jack começou a dizer:
- Isto é duro mas os querubins são mais duros. Isto é duro mas os querubins são mais duros. Isto é duro mas os querubins são mais duros.-  o Jack começou sozinho mas acabámos todos por cantar também

Depois, orgulhoso, sorriu para eles e disse:
- Nós vamos conseguir!
Andámos durante algum tempo, com pequenas pausas. Já ninguém sentia as pernas.
De repente ouviu-se algo... Uma espécie de uivar.
- Oh, só nos faltava esta...- disse o Lucas.
- Ninguém diga nada...- sussurrei eu.

Os recrutas calaram-se e ouviram um uivar. Um uivar, aparentemente em agonia. O som ficava cada vez mais próximo... De repente, a figura de um lobo apareceu à sua frente. Andava torto, sobre três patas e Jack e Giselle avançaram, destemidos.
- Afastem-se... O que estão a fazer?- perguntou Coby.
Com cuidado,  todos observaram. O pequeno e frágil lobo estava em sofrimento.
- Tragam-me folhas que não estejam secas. Mas cuidado, não se afastem muito...

Eu e o Coby conseguimos algumas e juntamente com uma tira de tecido que Jack rasgou do seu pijama, fizeram uma ligadura improvisada.
Ficaram satisfeitos com o resultado. No entanto, apareceu outro lobo...
Este parecia irritado e não estava ferido...
- Calma... Tem calma.- disse Giselle, preocupada.

Queriam afastar o lobo, aparentemente irritado, mas não tinham nada...
Ao que parece, Coby tinha levado pedras quando tinha ido buscar as folhas, para se distrair. Então, atirou uma para longe e ambos os lobos saíram.
Suspiraram de alívio, e riram-se com nervosismo.
Os querubins decidiram acelerar o passo, já haviam perdido demasiado tempo.
Caminharam, embora com bastante esforço.
O Jack, já chorava. Não conseguia andar. As sua pernas fracassavam, os seus pés estavam em sangue, tal como as suas pernas, das demais quedas.
Quando ao longe, avistámos seis carrinhos ele entrou em histeria.
- Estão alí - gritou, rindo, aos pulos- As carrinhas. Conseguimos chegar... Apesar de não sabermos o que nos vai aconter...
- Adeus, boa sorte a todos. Vemo-nos depois.- disse e sorriu para nós.

Entrei na carrinha com o meu nome com medo do que me podia acontecer.

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Re: Recruta nº32

Mensagem  Diana E. Grint em Sab 02 Jul 2016, 21:12

Assim que todos os recrutas encontraram a carrinha correspondente estas iniciaram o seu percurso em direcção ao desafio final.
Os querubins encontravam-se cansados, esfomeados, mas seria assim que iriam ter de ultrapassar a última etapa. Após horas e horas, cada carrinha parou num local diferente, foi entregue a cada recruta um envelope.
Nesse envelope encontravam-se um papiro:
"Não temas a solidão, poderá ser a tua maior amiga, acaba o desafio antes que outro o consiga"
Um mapa:
Uma planta:
E, por fim, um post-it com indicações:
"- descobre a tua cor.
- chega ao castelo.
- na sala do trono, torna-se o rei!"


____________________________________________________
Espera-se que cada recruta descubra o ponto em que se encontram. SÓ PODE HAVER UM RECRUTA POR PONTO, posto isso devem descrever a melhor forma de chegar ao castelo, e como descobrir a sala do trono numa planta com uma língua que claramente desconhecem.

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Re: Recruta nº32

Mensagem  Alex Harrison em Seg 04 Jul 2016, 23:14

Depois de horas de viagem, a carrinha parrou. Eu sentia a barriga a dar horas e estava com sono, mas afastei o pensamento para o lado e concentrei-me no envelope q me tinham dado.
No seu interior encontrei um papiro, um mapa, uma planta e um post-it.
O papiro apenas dizia: "Não temas a solidão, poderá ser a tua maior amiga, acaba o desafio antes que outro o consiga" pensei um pouco naquelas palavras. Quando, passado alguns segundos, o percebi, li o Post-it: "- descobre a tua cor. - chega ao castelo. - na sala do trono, torna-se o rei!"
Analisei o mapa, haviam 6 pontos coloridos. Olhei ao meu redor. haviam casas não muito longe. Corri em direção a elas e voltei a olhar o mapa, encontrava-me ao lado de uma pequena igreja. Olhei melhor para o mapa, e encontrei a dita igreja, ficava perto do ponto preto. Tracei o caminho até ao castelo comecei a andar. Pouco tempo depois, cheguei a uma muralha, o portão estava aberto, mas tinha guardas e uma fila. Entrei na fila, logo atrás de uma turista de meia idade. Finalmente chegou a vez da turista, ela teve de mostrar os seus documentos de turista, comecei a fica com nervos, eu não tinha os meus documentos comigo. Se eles não me deixassem passar, eu não chegaria ao castelo.  Quando chegou a minha vez, o guarda deixou-me passar apenas com um aceno e um sorriso. Achei estranho, mas passei.
Já dentro das muralhas, eu consegui ver o castelo ao longe. Era um castelo com uma arquitetura de estilo gótico e romano, de telhado azul, 2 grandes torres, janelas estreitas e paredes grosas. Á medida que me aproximava do castelo, fui começando a achar que o castelo estava a ficar cada vez mais bonito.
Varri a beleza do castelo da minha mente e voltei a focar-me na sala do trono. Peguei na planta do castelo. Esta encontrava-se numa língua que eu não percebia. Resolvi entrar e ir consultando a planta para me orientar.
Entrei por uma porta a sul, virei á direita seguindo por um corredor que me levou a uma entrada a este. Entrei e consultei a planta. Existiam diversas salas a rodear uma maior. recordando-me dos castelos que eu visitava com os meus pais em pequeno, contatei que a sala do trono devia ser a maior. Quando entrei, lá estava o trono bem no meio, ao fundo da sala. De cada lado do trono havia uma porta. aproximei-me do trono e sentei-me no chão lá ao lado a olha para as pessoas. Elas passavam e ignoravam o facto de que eu estava ali, algumas chegando a pisar-me as mãos. Pouco depois apareceu um instrutor.

- Parabéns recruta, és o primeiro a cá chegar. - Disse esboçando um pequeno sorriso.

- Obrigado. - Agradeci levantando-me do chão.

As minhas mãos sangravam das pisadelas, mas eu sorria porque sabia que aquele tinha sido o ultimo desafio.

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Re: Recruta nº32

Mensagem  Jack Sullivan em Ter 05 Jul 2016, 02:54

Jack adormecera mal se havia sentado na carrinha para si destinada. Apesar de não ser confortável, o rapaz encontrava-se de tal maneira cansado que o facto de não ser cómoda pouco ou nada importava. Foi acordado quando a carrinha parou bruscamente e o fez bater com a cabeça e a parte esquerda no corpo na lateral desta. A dor intensa fê-lo acordar. Começou a fazer caretas de dor. Mal sentia as pernas... No entanto ignorou esse facto com uma técnica para esquecer a dor que havia adquirido. " Dantes, quando não existiam anastesias, as pessoas realizavam as cirurgias acordadas e estavam relativamente calmas. Comparado com isso estás a ser  um mariquinhas."
A técnica funcionou ligeiramente, o suficiente para se abstrair por momentos.
No entanto, encontrava-se nas mesma condições do que antes só que neste momento não sabia de nada.
Ouviu uma voz forte:

- Sai com os olhos fechados. Só os abres quando já não ouvires a carrinha - as portas da carrinha abriram-se e Jack saiu com cuidado para o exterior.

O homem que estava à sua frente deu uma gargalhada sonora quando viu que Jack sofria bastante, o que se refletia na sua cara. Disse-lhe para estender a mão e o recruta agarrou o que era suposto. Ouviu o homem a abrir a porta da carrinha e fechá-la momentos depois.
Jack cumpriu o que lhe fora dito quanto aos olhos fechados. Quando não ouviu a carrinha abriu-os.
Teve de se habituar à claridade pois passara muitas horas na escuridão. De repente o seu estômago começou a roncar, as pernas a tremer, as feridas a doer, e os pés, que se encontravam num estado lastimoso, começaram a dar dores horrendas a Jack. Os pés são dos sítios mais sensíveis, tal como as mãos, e Jack já não os aguentava. Se Jack não tivesse de andar e não gostasse de correr, jogar futebol e outros tipos de desporto preferia que oss amputassem. Provavelmente estaria a exagerar mas a situação era grave. Sentou-se no chão e começou a analisar os documentos que tinha.
Nas suas mãos encontrava-se um envelope cheio. Abriu-o sem demoras e viu o seu conteúdo.
Um mapa, um papiro, um post-it e uma planta. Estendeu tudo e observou cuidadosamente.
A planta continha anotações escritas numa língua por ele desconhecida e que, pelo menos ele pensava assim, era também desconhecida pelos colegas.
O mapa mostrava o suposto local onde se encontrava. Estavam marcados lá, seis pontos. Cada um de sua cor. A mapa mostrava uma aldeia com um castelo ao centro. Queria descobrir em que local se encontrava mas, para ter a certeza, continuou a ler.
O papiro revelou uma frase que se demonstrou enigmática: "Não temas a solidão, poderá ser a tua melhor amiga, acaba o desafio antes que o outro o consiga.".
Por fim, um post-it. Continha três anotações, duas bastante objetivas e outra nem por isso: " descobre a tua cor; - chega ao castelo; -na sala do trono, torna-se o rei!" Quereria aquilo dizer que se teria de "tornar o rei" e dirigir-se para a sala do trono? Era a sua melhor hipótese mas naquele momento era mais importante descobrir onde estava.
Olhou à sua volta. A paisagem era bastante agradável. Estava um dia solarengo, um pouco frio e sem probabilidades aparentes de chuva. Estava rodeado por muros vermelhos um pouco altos mas, nas suas costas, estava um local imensamente verde.
Observou novamente o mapa para tentar perceber em que ponto se encontrava. Correu o mais rápido que conseguiu para um lado e para o outro e para trás mas não avistou nenhum rio. Por isso os pontos roxo, preto e azul estavam eliminados. Não podia ser o ponto vermelho porque não via nenhum caminho, apenas verde e muro, o que o deixava com os pontos amarelo e verde.
As únicas coisas que o faziam suspeitar que se encontrava no ponto verde era o facto de conseguir observar, se se deslocasse um pouco, ambos os muros e destes seres direitos, não tendo a curvatura do muro do ponto amarelo. Era fraca a sua teoria, mas era a mais viável, e a única, aliás.
Começou a pensar que ia ter de saltar o muro. Não via nada para trás sem ser verde. No entanto, o muro era relativamente alto. Teria de se apoiar em algo para o subir. Começou a procurar e encontrou, ao fim de uns dez minutos, uma tábuas fina, uma pedra quadrada, uma caixa de cartão e umas pequenas pedras, depois do jeito que estas tinham dado na situação com o lobo, tinha sempre à mão umas três ou quatro.
Com a pedra e a tábua lá conseguiu subir um pouco, não o suficiente. Voltou a procurar objetos e encontrou duas prateleiras e uma espécie de prego grande. Inspirado nos jogos Uncharted, soube o que fazer.
Com a pedra por baixo, seguiddas prateleiras e, ultimamente, da tábua, Jack conseguiu subiu um pouco mais. Pegou no prego, deu um salto e espetou-o no sítio mais elevado onde conseguia ter a certeza que chegava. Empoleirou-se, agarrado ao prego pelas mãos esubiu, agarrado a este.  Com as mãos já em sangue, lá conseguiu elevar as pernas de maneira a que estas se apoiassem no forte prego, fazendo com ele chegasse ao topo do muro com as mãos.
Após uma tentativa falhada em que as coisas, mal empilhadas, caíram e consequentemente, o recruta também, o jovem conseguiu fazer a força suficiente nos braços para se içar, após ter subido.
O muro tinha uma grande espessura, o que permitiu a Jack estar lá sentado à observar. Viu um monte de pequenas casinhas, aparentemente ocupadas, já que não se avistava ninguém na rua.
Cada vez tinha mais certezas que ia desmaiar. E não queria estar em cima do muro quando isso acontecesse. No entanto a vista era espantosa: o rio do seu lado direito, os campos agrícolas à sua volta, pequenos matos... O verde predominava e era agradável de se ver. O ar era bastante fresco e assim, tinha menos dificuldade em respirar.
O castelo não se via, tal como maior parte da pequena aldeia. Mais um muro se encontrava entre o jovem recruta e o seu destino.
Desceu o muro e continuou, por pouco tempo. Caiu estendido no chão, ficara sem sentidos.
Após cerca de cinco minutos desmaiado devio à exaustão, Jack levantou-se e continuou. Começava a ficar habituado com estas situações mas ficava um pouco irritado pois tinha uma excelente condição física e aquilo já lhe tinha acontecido duas ou três vezes enquanto que nada daquilo acontecera aos colegas.
Mas aquilo era o desafio final! Estava muito perto de acabar a temível recruta e, pelo menos até então, pensava que havia tido uma boa prestação. Tinha fome, dores, feridas, cansaço... mas nada daquilo o ia impedir, estava demasiado perto para isso!
Continuou a andar. Não se via ninguém nas ruas e Jack pensava como um ladrão: uma área desconhecida, desabitada, aberta e desprotegida não era um bom sítio para se andar sozinho... Porém nada mais podia fazer sem ser continuar, atento.
Depois de descer o muro voltou à esquerda e continuou o caminho até ao próximo obstáculo que o impedia de chegar ao castelo.
A muralha tinha algumas entradas mas Jack pensava que ia deparar-se com todas elas fechadas. No entanto, a entrada mais próxima dele, pelo menos essas, estava aberta.
O jovem seguiu caminho e foi com algum espanto que não avistou ninguém. Olhou para o mapa, apenas para confirmar que se encontrava no sítio onde era suposto.
O recruta sorriu quando, de repente, observou um homem moribundo ao longe.
Jack correu tanto quanto as suas, no momento, fracas e doridas pernas o permitiam. Encontrava-se bastante perto do homem quando este virou para a esquerda, logo acompanhado pelo rapaz.
Mas quando olhou para a frente depois da curva reparou que o homem desaparecera. Não podia ser mais uma alucinação, não fazia sentido...
Peecisava de ajuda para compreender a planta e aquele homem podia ajudá-lo. Olhou para trás com cuidado, não fosse ser atingido pelo homem por alguma coisa, como nos filmes.
Apressou-se de volta em direção ao castelo quando se lembrou da frase sinistra do papiro. Tudo aquilo era sinistro: o desafio em si, o homem, o facto de não se ver quase ninguém...
Pouco olhou para a aldeia. Reparou que se encontrava dividida por um certo número de casa, mais ou menos como os quarteirões.
O castelo era imponente: cinzento, cor da pedra; o telhado era azul; com duas torres e pelo menos duas entradas.
Jack, após fazer barulho com o batente, a porta abriu.
O recruta entrou dentro do castelo e a porta fechou-se rapidamente e sozinha atrás dele.
Corrente de ar, Jack, apenas uma corrente de ar.
Tentava acalmar-se e convencer-se que estava a imaginar tudo. No entanto aquilo era real. Abriu a planta no chão e começou a estudá-la.
Levantou-se para tentar perceber por onde entrara, segundo a planta: tinha entrado na parte de cima.
O mais lógico era a sala central ser a do trono, mas podia esperar-se tudo, por isso decidiu fazer um percurso onde passasse por mais outras quantas divisões.
Virou à direita e depois à esquerda para descer umas escadas. Todas aquelas divisões estavam decoradas à epoca, cheias de quadros e retratos. Jack gostava de arte apesar de não ser o maior apreciador.
Apesar disso, com as dores que tinha, a fome e sede e o cansaço que sentia era díficil apreciar o que quer que fosse.
Chegou à esperada sala e foi com agrado que avistou Alex, um dos seus colegas.Havia sido o segundo a acabar e após uma conversa com o outro jovem percebeu que este estava lá à 20 minutos, tempo suficiente para todas as pessoas desaparecerem. Tinha sido deixado no seu destino 25 minutos depois de Alex e o seu tempo agradou-o. Finalmente pôde descansar apesar de ter de ficar à espera dos restantes companheiros até poder comer e beber água.

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Re: Recruta nº32

Mensagem  Diana E. Grint em Qua 06 Jul 2016, 16:22

Assim que todos os recrutas chegaram ao local esperado, foi-lhes indicado que se sentassem nas cadeiras com o número correspondente ao das suas camisolas.
Posto isso foi-lhe instruído que retirassem a caixa que se encontrava debaixo das mesmas, dentro dessa caixa estariam as respectivas t-shirts com o veredicto de cada um.
T-shirt cinzenta: Alex Harrison, Giselle Driver, Marceline Abadeer, Jack Sullivan
T-Shirt vermelha: Lucas Trindad, Coby Swift


A RECRUTA ESTÁ ENCERRADA.

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Re: Recruta nº32

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